Como começar um negócio de marmitex?



Hoje recebi o email de uma leitora com dúvidas sobre o negócio de marmitex e resolvi postar aqui, as perguntas e as minhas respostas. Talvez seja o que você também anda perguntando por aí, certo? 

- Como está a questão da fiscalização sanitária, para os que preparam marmita? Existe algo? Há algo que se possa fazer para estar protegido?

A fiscalização sanitária existe. Ela não é assim uma brastemp, mas quando você coloca um negócio na rua e não está legalizado, você pode ser denunciado. Eles vêm e fecham o seu negócio. Simples assim, além disso você terá multas para pagar. Para estar protegido, o único caminho é legalizar o negócio assim que possível. Existe uma enxurrada de legislação (municipal, estadual e federal) que os empreendedores de alimentos devem seguir. Não é fácil mas não é impossível. Contratando um bom contador ou procurando a assistência do Sebrae, por exemplo, você pode conseguir. Leva tempo e custa dinheiro: você terá que pagar o profissional, as taxas, terá um mínimo de exigências para atender dentro dos padrões da lei (que vão desde colocar azulejo até o teto à organização do estoque), enfim, tem bastante detalhes que precisam ser atendidos para poder passar na fiscalização. Quando seu negócio estiver aberto, com a documentação pronta e registrada na junta comercial, você passará por uma inspeção para obter o alvará de funcionamento. Depois, essa inspeção será feita de tempos em tempos.

Se você não pode abrir uma empresa regular agora, meu conselho é: trabalhe com marmitex ou outro tipo de comida que você tem em mente, de maneira discreta. Não coloque faixa na porta, não ponha um freezer na garagem, ou seja, não dê bandeira. Procure divulgar o seu negócio pela internet - e o google oferece opções de anúncios para o seu bairro, por exemplo. Sempre tem gente mal intencionada, que não entende as dificuldades do começo de um negócio e estas pessoas podem te denunciar. Às vezes até a própria família faz isso. É um absurdo, mas acontece. Por isso, todo cuidado é pouco.

- Onde você compra embalagens com/sem divisórias? Lugar econômico? Conhece algum lugar que venda embalagem que vá ao freezer e microondas? Seria interessante...


As embalagens que você está pensando são de uma empresa chamada Galvanotek. Elas vão do freezer ao microondas sem problemas. Usei muito e adorei, são excelentes, se você puder comprar. Tem versões falsificadas, como em tudo, né? Portanto cuidado: essas falsas não tem certificação para alimentos, ou seja, podem ter sido feitas com o plástico mais vagabundo do mundo, provavelmente foram... Só compre de marcas certificadas. Isso porque os plásticos podem liberar vapores venenosos quando aquecidos no microondas, você envenena o cliente... Além disso, elas deformam! É um perigo. Vale a pena gastar um pouco mais e comprar a boa, tá? Assim você fica sossegado.

Para comprar, o melhor caminho é o atacado. Eu já comprei do Neto Atacado, que é em Guarulhos. Com eles dá pra comprar em caixas, sai muito mais barato. O ruim é que precisa de cnpj para poder comprar. Por outro lado, eles têm uma loja de embalagens na 25 de março, onde você encontra as embalagens soltas em unidades ou pode até comprar a caixa, mas não precisa de cnpj e eles aceitam cartão também. Facilita, mas nem sempre eles têm as embalagens à venda, muitas vezes fui até lá e só encontrei as fajutas, é uma dor de cabeça rsrsr

A loja na região da 25 (perto do mercado central) se chama Castropil. Devem ter outras ali mesmo, mas eu nunca pesquisei porque logo comecei a comprar direto no atacado. Vale bater uma perna por lá antes de começar e comprar para ter em estoque.

Observação: embora a parceria da Cozinha do Quintal com a Galvanotek tenha acabado, continuo achando que eles têm as melhores embalagens do mercado para alimentos, aqui não tem jabá, ok? E nem da loja, nem do atacado.

- Onde você anunciaria seus produtos? Parceria com supermercados? Panfletos? Portaria de prédios? Outros?

Você pode fazer tudo junto. Considerando que um marmitex é um negócio bem limitado em termos de abrangência, de entrega, a melhor saída é panfletar mesmo. As portarias de prédios são uma encrenca, os porteiros sempre querem alguma coisa em troca de entregar os seus panfletos. Uma boa saída que eu encontrei foi oferecer um prato de graça para o porteiro toda vez que tivesse um pedido do prédio, mas isso também depende da quantidade, pois pode dar um prejuízo lascado rsrsrs

Depois de um tempo eu fui ficando com clientes fixos, sabe? Daí era mais fácil. Você pode ter uma página no facebook, ajuda um pouco, mas não muito se você não pagar anúncios lá. Eu pessoalmente acho que anunciar no google traz muito mais retorno.

Depois, os negócios que já existem no seu bairro podem ajudar. No meu caso, o dono da padaria falou para Deus e o mundo das minhas marmitas e comidas, deixei folhetos no caixa, enfim, me ajudou muito, muito mesmo. Só funciona se você conhece as pessoas, os donos. Como eu sempre fui à padaria por mais de 10 anos, todo mundo lá já me conhecia, o contato foi fácil. Vale o mesmo para os mercadinhos, cafés, lojas, academias, escolas (que você mesmo pode panfletar nos horários de entrada e saída e entregar seus folhetos para mães e pais).

O principal para divulgar bem é a CARA DE PAU rsrsrs tem que pedir pra todo mundo mesmo. No começo é assim, depois você vai firmando a sua clientela.



Resumindo:




Conheça a sua clientela
Divulgue no seu bairro
Limpeza absoluta e ingredientes de qualidade
Cardápio simples e bem planejado
Comida de verdade, gostosa, bem feita
Preço justo
Boas embalagens
Entrega cuidadosa e pontual
Pós-venda para garantir a satisfação do seu cliente sempre

http://loja.cozinhadoquintal.com.br/2014/09/apostila-digital-marmitex.html

Você quer mais dicas e um passo a passo completo para se organizar e começar o seu marmitex? A minha Apostila Digital Marmitex tem muito conteúdo útil, desde o planejamento dos espaços, cálculo de custo do seu prato, elaboração do seu cardápio, rendimento de alimentos, quantidade de comida na marmita e muito mais! Conheça na loja da Cozinha do Quintal. É só clicar na imagem!

Faça e Venda Empadinha: Truques e Segredinhos para a Perfeição



Depois de muitos anos resolvi voltar a esta receita que é uma delícia, boa para vender, boa para comer.

Quando eu tinha cantina em uma escola, vendia muito. A massa que é super macia e saborosa conquista adultos e crianças! A receita é simples, mas tem segredinhos que vou contar para vocês, claro que com base na minha experiência.


Receita
Rende 12 unidades grandes

500g de farinha de trigo
3 gemas
1 ovo inteiro
200g banha vegetal
1/4 xícara de leite
1 colher chá de sal
1 gema para pincelar

Coloque a farinha em uma bacia e abra um buraco no meio. Coloque aí os ovos e misture levemente, com a mão mesmo, apenas para quebrar os ovos. Acrescente o sal, o leite e a banha vegetal. 

Mão na massa? Comece espremendo a banha e incorporando a farinha aos poucos. Vá puxando a farinha e amassando com os outros ingredientes. Tenha paciência pois parece que vai virar um angu de caroço, mas é assim mesmo. O próprio calor das mãos vai agregando a gordura à massa.

Quando estiver uma massa bem uniforme, sem esfarelar, forme uma bola, cubra com filme plástico ou coloque dentro de um saquinho e leve à geladeira por 15 minutos. 

Enquanto isso, prepare o recheio:
1 vidro de palmito
150g de ervilha (pode ser a congelada ou a de lata bem escorrida)
alho, cebola, orégano, salsinha, sal a gosto
100g de azeitonas verdes picadas

Faça um refogado com alho, cebola e um fio de óleo. Acrescente o palmito e as ervilhas e continue refogando, acrescente os temperos e o sal e experimente para ver se está bom. Por último adicione as azeitonas.

Segredinho número 1: não trabalhe com azeitona inteira. Você teria que comprar a menorzinha para não ficar só azeitona na empadinha e sinceramente? Não compensa! Ninguém gosta de ficar cuspindo caroço, tem o problema de alguém quebrar um dente por causa dele, tudo isso depõe contra o seu produto, certo? Então compre logo um quilo de azeitonas, deixe de molho em água, troque duas, três vezes (sempre na geladeira) para dessalgar. Depois que elas estiverem sem sal, escorra muito bem e retire os caroços.

Sim, dá trabalho, mas pensa: você vai ficar com uma boa quantidade de azeitonas picadinhas e prontas para uso.

A seguir, coloque as azeitonas picadas em um pote grande, de preferência de boca larga, pode ser um pote para mantimentos, dos menores, ok? Cubra as azeitonas com óleo (de milho, girassol, canola - não use óleo de soja, não fica bom). Tempere com temperinhos secos, como orégano, tomilho, alecrim, um pouquinho de cada. Pode colocar um dente de alho inteiro e uma folha de louro, misture bem. Tampe e guarde na geladeira. Você terá dois produtos: primeiro, um óleo super saboroso que pode ser usado em qualquer receita e as suas azeitonas ficarão conservadas e deliciosas.

Conforme for usando, complete o óleo para que as azeitonas estejam sempre cobertas. Validade? Aqui em casa duram um mês. Experimente sempre e a qualquer sinal de mofo ou cheiro de azedo descarte. É preferível perder as azeitonas do que colocar azeitona estragada na sua empadinha ou em qualquer outro prato, certo? 


Tudo pronto, massa gelada e recheio frio, é hora de enformar. Separe metade da massa para iniciar o trabalho. Pegue uma porção e aperte na forma, girando e apertando suavemente com os dedos para que a massa suba as paredes da forminha e preencha até em cima. O excesso pode ser cortado, é só apertar a borda da forminha.

Coloque o recheio e abra uma nova porção de massa na mão mesmo, bem achatada e fina, para cobrir a empadinha. Posicione essa porção de massa sobre a empadinha e aperte suavemente nas bordas, para que uma massa grude na outra. Coloque as empadinhas em uma forma, proceda assim até terminar. Pincele a gema e leve ao forno pré-aquecido, quente, 200 graus, até dourar. No meu que está meio desregulado, levou 45 minutos. Acompanhe para ter certeza, pois cada forno é de um jeito e dependendo do tamanho da sua empadinha pode ir mais ou menos rápido.

Segredinho número 2: a massa, embora não leve fermento, cresce. Por isso, como você pode ver no detalhe da foto acima, a minha ficou grossa demais. Porquê? Por que guardei na geladeira e só fui abrir no dia seguinte, pois não tinha o tal palmito e já era tarde da noite para comprar. Não faça como eu, por que a massa grossa fica feia na empadinha, não muda o sabor, fica gostoso mas não fica bonito. Ok? Por isso é importante testar as receitas para ver na prática como fica, acertar os detalhes e só depois sair vendendo.

A receita pede banha vegetal, outra opção muito boa é usar a banha de porco. Para isso, você deve primeiro pesquisar os preços, ver se compensa. Depois, precisa saber se o seu público aprova, pois muitas pessoas não gostam de gorduras animais, ultimamente a tendência aponta para a substituição delas por gorduras vegetais, mais leves e saudáveis mesmo sendo gorduras.

Usei esta marca, mas existem muitas no mercado. Você deve testar e ver a que melhor combina com o seu orçamento, com a sua farinha e avaliar o resultado final. Já me falaram também da margarina profissional, com teor de gordura acima de 70% (que é o teor da banha vegetal), pode ser outra opção caso você não encontre a banha, novamente faça o teste para ver como fica, se ficar bom, manda ver. E não esqueça de avaliar o custo, certo? Esta eu paguei bem caro, pois comprei no mercadinho aqui perto de casa: 8,50 no pacote de 500g. Acho que para vender não compensaria, claro. Teria que comprar em um local com preço melhor ou testar outra alternativa. 

Essas considerações você tem que fazer, sempre que for fazer uma receita para vender, seja ela qual for. Testar, mudar os ingredientes, ver como fica, como o rendimento é alterado e como isso reflete no custo.

Para degustar em casa, ficou muito bom. Com as devidas correções, dá para vender numa boa. A massa ficou bem quebradiça, desmancha na boca.


Acomodei as minhas empadinhas em forminhas de papel - essas são da Ultrafest, nova parceria que está chegando ao blog. Recebi muitos produtos e vou começar a mostrar em breve. Gostei desta pelo tom de azul lindo que combina com o meu blog rsrsr

O post ficou enorme mas não teve jeito: eu quis contar para vocês exatamente o que deu certo e o que deu errado, pois a cozinha é assim mesmo. Testando e corrigindo, aperfeiçoando, melhorando sempre, os resultados serão melhores.

Você tem uma dica esperta sobre empadinhas? Faz de um jeito especial? Conta para mim nos comentários, vou adorar saber e testar.

Oster arrasa no Masterchef Brasil 2015



Todo mundo acompanhando o programa! Pensando em como faria cada prato, cada prova, aprendendo muito! A Oster está juntinho dos competidores para facilitar a vida deles e vamos conhecer agora os produtos que estão presentes nesta edição do Masterchef.




1 - Batedeira Planetária MPL2
Apresenta 12 velocidades para uma mistura perfeita! Tem detalhes cromados e design sofisticado, além de motor com 400 watt de potência, perfeita para todo tipo de massa, desde as mais leves até as mais espessas e pesadas. A tigela é em inox com capacidade de 4,3 litros. Preço sugerido 1099 reais.

2 - Liquidificador Clássico
Este modelo de liquidificador incorpora lâmina em aço inox, capaz de bater até mesmo os ingredientes mais duros. A jarra é de vidro refratário com capacidade para 5 xícaras (1,25 litro), resistente a riscos, podendo ser lavada na lava-louças. Preço sugerido 349 reais.

3 - Mixer de Alta Performance 2800
Pode ser utilizado direto na panela, possui protetor contra arranhões. Ainda tem um copo de acrílico com graduações para medir os ingredientes e tampa. Preço sugerido 399 reais.

Além desses, o Multiprocessador Gourmet Collection:



Ele pica, fatia, rala e amassa alimentos. O recipiente é super grande, para até 14 xícaras, e o tubo onde se coloca o alimento para ser processado é bem amplo, para legumes e frutas grandes. Com motor de 550 watts, é super potente e processa grandes quantidades de alimentos.

Além de toda a eficiência, os produtos da Oster são lindos. Essa cor cereja é maravilhosa!

Valores pesquisados na internet. Verifique a quantidade de acessórios e a referência correta do produto para ter certeza do que está comprando, ok?

Adorei saber um pouco mais sobre os produtos. Qual o seu favorito? Qual você compraria?



Site: www.osterbrasil.com

Facebook: facebook.com/OsterBrasil




Este post é um publieditorial. A Cozinha do Quintal usa e recomenda Oster.

Almoço com Inspiração Árabe


Eu adoro comida árabe! Vira e mexe sai alguma coisa por aqui.

O kibe, por exemplo, é presença garantida pelo menos uma vez ao mês aqui em casa, todo mundo ama. Sempre faço o kibe assado, fica divino, macio e úmido, muito bom!


Para servir, usei o prato da minha bisavó, lindo, cheio de arabescos azuis, que é velhinho, mas eu amo. E os bowls de poá da JO Decor que são pequeninos e mimosos, uma graça. São da coleção da JO Decor, infelizmente não tem mais à venda, mas na loja tem taaanta coisa linda que é impossível você não encontrar algo que goste. Tudo azul porque azul é a minha cor favorita.


Hoje a molecada me pediu um kibe frito, como eu não fazia há muito, muito tempo, achei que caia bem com o tempo gostoso de hoje, um sol e um calor que não são típicos de inverno, mas vá lá, o tempo tá doido mesmo. A massa para o kibe é a mesma, seja ele frito ou assado, muda apenas a maneira de fazer.



Para acompanhar:


O tahine é um preparado à base de gergelim. Uma pasta bem consistente, que é vendida hoje em dia em muitos lugares, não só em empórios árabes. Até em supermercados você encontra, inclusive marcas nacionais. Eu compro sempre que vou à 25 de março e gosto muito deste aí:


Preparar é fácil: duas colheres generosas de tahine, um dente de alho amassado, um tantão de azeite, suco coado de um limão e água, até dar o ponto desejado, sal se desejar. Às vezes eu deixo bem consistente, às vezes mais líquido, vai do seu gosto. O sabor é delicioso e acompanha todos os tipos de carne, saladas, o que você tiver vontade.


O homus é uma pasta de grão de bico, o grão é deixado de molho de um dia para o outro. Depois, é cozido na pressão por uns 30 minutos mais ou menos. Escorrido, é só bater aos poucos no liquidificador, com paciência tá? Porque demora um pouco. Vá acrescentando um pouquinho da água do cozimento conforme bate, pois ele entala mesmo no liquidificador. Depois de batido e bem cremoso, é hora de temperar: alho amassado, sal, pimenta síria, uma ralada de noz moscada, tahine e azeite, muito azeite! De preferência extra virgem.

Ele deve ficar cremoso. É um creme pesado, ok? Deixe gelar para adquirir a consistência perfeita. O meu eu gosto de polvilhar orégano, que não é nada árabe, só que eu adoro rsrs

Veja bem de pertinho se não é uma delícia!! Ele pode ser feito para acompanhar qualquer prato que você quiser, não precisa ser com kibe. Com uma salada já é uma refeição, pois o grão de bico é um alimento bem rico, sustenta muito!



Coloquei uma porção maior do meu homus no bowl estampado floral da JO Decor.



Gostou? Eu amo os meus e você pode comprar na loja virtual da JO Decor, com entrega garantida para todo o Brasil.

Altura: 6,5 cm
Diâmetro: 12,5 cm
Capacidade: 270 ml



Clique aqui para comprar o Bowl Estampado Floral


JO Decor
Site: www.jodecor.com.br
Face: https://www.facebook.com/jodecor1


Este post é um publieditorial. A Cozinha do Quintal ama, usa e recomenda JO Decor.



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