Dieta do DNA: Menu saudável à sua medida

em 15 de setembro de 2020



É complicado manter uma dieta em tempos de pandemia, porque ao permanecer muito tempo em casa pode surgir a necessidade de comer fora do horário habitual, por fatores como a ansiedade, e outras porque nos deixamos levar ante as diferentes tentações alimentícias que temos na geladeira.


No entanto, para preservar a saúde é necessário controlar as ânsias desordenadas de comer e manter hábitos alimentares saudáveis. Os especialistas em nutrição recomendam a dieta do DNA, um método que se adapta às necessidades genéticas particulares das pessoas.

Embora seja verdade que os nutricionistas concordam que não é um momento adequado para começar com regimes alimentares rigorosos ou dietas complexas para reduzir o peso corporal de forma radical, é importante a alimentação saudável.


O especialista em Nutrigenética e medicina de precisão, Dr. Jorge Dotto, autor do livro "Nutrição e genética: alimentos para potenciar seu DNA e viver melhor", assinala que para preservar a saúde intestinal deve-se fortalecer a microbiota, ou seja a flora intestinal uma maneira de o fazer é ingerindo pro bióticos ou bactérias vivas.

Entre os alimentos apropriados para contribuir para a melhoria da microbiota estão o iogurte e os suplementos vitamínicos com pro bióticos.



Também explica o especialista que é preciso revisar muito bem os rótulos dos produtos, e ver o quadro nutricional que contém para saber o que comemos, já que as ânsias de comer nos leva ao consumo indiscriminado de produtos sem conhecer seu verdadeiro conteúdo nutritivo.


O facto de um produto não fornecer uma quantidade significativa de calorias não significa que seja completamente saudável para o organismo.


Quanto mais ingredientes tem um produto embalado, maior processamento, reduz notavelmente sua condição de "natural", além disso os produtos embalados apresentam aditivos químicos adicionais para sua conservação a longo prazo.




Nutrição à medida


A Nutrigenética é uma disciplina médica emergente, atualmente reconhecida como medicina de precisão. Surge da genômica nutricional com o propósito de estudar as diferentes variantes genéticas das pessoas e a sua influência no processamento dos nutrientes, na alimentação e no aparecimento de patologias associadas à genética.


Cada indivíduo é diferente, com apenas uma gota de sangue ou saliva pode-se elaborar uma dieta individualizada para prevenir doenças e fortalecer o DNA.


Para muitos consumir um menu saudável baseado em uma dieta ajustada à nossa estrutura genética é uma moda,  mas ao contrário do que muitos pensam, uma alimentação saudável leva ao bem-estar integral do corpo.


Disso depende, em grande parte, que as pessoas tenham um sistema imunitário forte contra os vírus e se mantenham livres de doenças, já que os alimentos saudáveis fortalecem nosso sistema imunológico. Martín Silverman, médico, investigador e docente da Universidade Nacional Arturo Jauretche da Argentina publicou um estudo no jornal internacional de ciência dos alimentos e nutrição para mostrar o tipo de alimentos que geralmente consumimos.


Observou-se que o maior consumo provém da farinha de trigo (30%), o açúcar também aumentou a percentagem de consumo de uma maneira importante.


Os especialistas explicam que este alto consumo de açúcar se deve a que muitas pessoas consomem refrescos e alimentos processados. Pôde-se verificar que o consumo de óleos vegetais aumentou, esta mudança na alimentação se deve à grande variedade de alimentos processados que se conseguem no mercado.


O estudo também revelou dados interessantes, como a diminuição de 12% de carnes e 30% de carnes vermelhas, poucas pessoas consomem uma dieta rica em frutas e legumes. 




Os especialistas também garantem que os fatores primordiais para que haja mudanças nas rotinas alimentícias são: as pessoas têm mais acesso aos alimentos pré-preparados, são fáceis e rápidos de preparar, satisfazem o apetite e são mais econômicos.



Os alimentos saudáveis podem ser mais difíceis de preparar, implicam mais tempo e requerem um maior investimento. Em um estudo realizado pelo governo argentino pôde-se constatar que a quarentena induziu a população a mudar sua forma de consumir alimentos.


70% das famílias aumentaram o seu hábito de cozinhar, mas o tipo de consumo baseia-se em pães, biscoitos e bolos, consequentemente a população em geral experimentou um aumento de peso. A pesquisa realizada pela Sociedade Argentina de Nutrição garante que 80% da população de argentinos aumentou seu peso em quarentena.


Em tempos de pandemia, muitas pessoas comem fora do horário estipulado para a alimentação, e integram alimentos que não são benéficos para a saúde. Comer fora do horário estabelecido é um indicador que as pessoas estão consumindo por razões emocionais como, por exemplo, a ansiedade. 


Programar um plano de alimentação que se adeque a sua disposição genética lhe ajudará a sentir-se saudável, a saber o que seu corpo necessita e a prevenir doenças.


Cozinha do Quintal por Paula Mello. Todos os direitos reservados. 2009-2020


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